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Existe um passo a passo para aprender Inglês?

Publicado em 27 de dezembro de 2017

Do início ao final do ano, muitos alunos me abordam para me perguntar como eu aprendi
Inglês. Isso sempre acontece, agora lecionando no Ensino Médio e Técnico da rede Federal,
mas também acontecia na rede Estadual, Particular e no Ensino Superior. Embora nas
primeiras aulas eu dê algumas dicas de como aprender uma segunda língua e também conte
como foi a minha trajetória, essa pergunta sempre surge “nos bastidores” muitas vezes acompanhada de relatos de sentimentos de insegurança e constrangimento ao praticar o idioma.

Curiosamente, toda vez que essa pergunta é feita, me faz lembrar que eu também já fui uma
aluna de língua estrangeira. É como se voltasse no tempo e como se um filme, embora breve,
porém marcante, passasse em minha cabeça. Numa primeira vez, fui aprendiz de Língua
Inglesa, e em uma segunda ocasião, um pouco mais recente, de Italiano. Nesta segunda
experiência, me recordo que fazia inúmeras confusões com o Espanhol (ou “Portunhol”) e me
lembrava das inúmeras novelas com personagens italianos, a aula mais parecia uma imitação
com direito a gesto e tudo mais. Infelizmente não dei continuidade ao processo, mudei de
cidade e não tive a oportunidade de passar nem do primeiro nível.

Mas vamos falar do idioma que mais tive exposição – por que não tive sensações de medo e
insegurança, as quais os alunos tanto informam vivenciar, ao praticar o Inglês? A resposta é
fácil: eu aprendi de um modo natural, como se fosse uma criança aprendendo a falar,
praticando por imitação, adquirindo vocabulário através da experiência com o mundo e sem
saber que estava errando quando a pronúncia ou o emprego dos verbos não eram de acordo
com a língua culta. No meu caso específico, tive a oportunidade de realizar cursinhos de Inglês
e também frequentei a faculdade de Letras. Esses ambientes foram importantes para
aprender, racionalizar e sistematizar meu conhecimento e desenvolver habilidades mais
estruturais com relação à língua, mas a capacidade de comunicação veio, sobretudo, de uma
forma natural que hoje percebo que igualmente adquiri em momentos não tão convencionais.
É uma pena que não tenha tido a mesma experiência com o Italiano, uma vez que o tempo de
exposição ao idioma foi muito breve.

Voltando à curiosidade dos alunos sobre como aprender Inglês, eu sempre digo que as aulas
da escola ou do cursinho são extremamente importantes, mas apenas 2 horas por semana não
são suficientes. Assim, sugiro que iniciem a partir de atividades simples e acessíveis do seu
próprio cotidiano. Comecem a escutar mais músicas em inglês, tenham curiosidade de tentar
entender ao menos o refrão daquela música que não para de tocar na rádio, na novela ou no
hit que faz sucesso na balada. A música, além de ser lúdica e de nos embalar com seu ritmo e
melodia, auxilia na pronúncia e nos faz aprender os padrões gramaticais de uma forma natural
e intuitiva, ou seja, sem a exposição a regras. Isso faz com que desenvolvamos segurança e
autoconfiança de forma prazerosa, pois através da música já tivemos a oportunidade de passar
pela experiência da linguagem antes de fazer seu uso real.

Uma outra sugestão, também divertida e muito agradável, é assistir a filmes e séries em Inglês.
Quanto maior a exposição ao idioma, melhor! Portanto, maratonas de séries e noites a fio
assistindo àquela lista de filmes, agora nas férias são bem-vindas! Vale assistir o episódio mais
de uma vez, voltar, fazer pausas, imitar e repetir aquela frase mais legal do episódio ou do seu personagem favorito, e por que não, chamar os amigos para fazer uma super encenação
daquele final de temporada que ninguém imaginava como seria. Ou então, brincar de fazer
uma cena clássica de um filme que a turma toda goste. Vale experimentar, tenho certeza que
poderão surgir cenas muito interessantes!

Os aplicativos para aprender outros idiomas também são ferramentas extremamente válidas.
Através do seu smartphone com toda praticidade e comodidade, eles auxiliam a ter o foco na
aquisição de vocabulário, e sua grande maioria também utiliza métodos de abordagem
comunicativa, ou seja, priorizam situações da vida real dos usuários e proporcionam que eles
passem por esse processo de aprendizagem oportunizando todas as habilidades: a audição, a
fala, a escrita e a leitura. Também há vários canais de vídeos que podem auxiliar nesse
processo com professores que ensinam o idioma de formas variadas, basta ter a curiosidade
de pesquisar! Hoje em dia as tecnologias vieram para somar e dinamizar, portanto, aproveitem
inclusive os jogos que vocês mais gostam para aprender novas palavras e também para se
comunicar com pessoas que falam Inglês ao redor do mundo, pois nesta situação, vocês têm
objetivos em comum e precisam se entender, não desperdicem a chance!

Portanto, façam seu próprio passo a passo. Peçam auxílio aos seus professores, conversem
com amigos que vocês consideram que estão em um nível mais avançado que o seu, planejem
a sua evolução também! Quanto mais estímulos, quanto mais contato com a língua, mais
rápido e eficaz vai ser o processo. Deixem a vergonha de lado, não desperdicem as chances
que aparecem no seu dia a dia, tentem se comunicar entre amigos, aproveitem cada chance
que surgir. Apenas não fiquem esperando que uma mágica aconteça e de repente, da noite
para o dia, vocês aprenderam inglês. Ah, e pra mim, eu acho que é hora de começar o
download das músicas da Laura Pausini…

Ingrid Machado
Professora de Língua Inglesa do Campus Avançado Goioerê – IFPR.

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